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A interdependência como Corpo

{Grito-Oração}

A interdependência como corpo rebola e às vezes cheira mal.

Tem a arte de se por invisível e de nos fazer tropeçar.

Aparece inesperadamente em cantos e momentos.

Tem olhos opacos e muda de cor.

A interdependência tem memória funda, pois vive muitas vidas ao mesmo tempo.

Tem muitas vozes e a sua cabeça-coração está sempre a morrer e renascer.

A sua presença é tanto abraço como incómodo.

Também arranha e morde com dentes de pedra.

Por vezes deixa-nos a sangrar.

Parece que não tem espaço apesar de não ocupar espaço nenhum, de tão imensa e pequena que é.

Tem patas de tempo.

E assusta-se quando acha que está sozinha.

🌳 Vários livros de diversos territórios, lugares de resgate da polimorfa Imanência. 

Peregrinações caleidoscópicas em profundidade, às raízes da identidade moderna, em todos os seus preconceitos, intrínseca violência e absurdas limitações. Diferentes jornadas de amor pela poesia da complexidade, da diversidade e da metamorfose. Tecelagens de histórias vivas que nos recordam do que esquecemos, da sacralidade do chão e da Vida. Complementos ao vício da transcendência, em rigor e responsabilidade.