ecologia,

mitologia

Escrita & arte

Entre pedagogias terrestres e imaginários míticos, cultivo uma ética indisciplinada de pertença e escuta, onde não há fórmulas para a cura, mas uma teimosia amorosa em sustentar o inacabado, o paradoxal, o sagrado e o emaranhado.

ecologia,

mitologia

Escrita & arte

Entre pedagogias terrestres e imaginários míticos, cultivo uma ética indisciplinada de pertença e escuta, onde não há fórmulas para a cura, mas uma teimosia amorosa em sustentar o inacabado, o paradoxal, o sagrado e o emaranhado.

Cartografias Cósmicas- Ctónicas

Ecologias do Mito, Memória e Luto

Este projeto não é uma plataforma para respostas. É um terreno vivo de perguntas, texturas mitopoéticas e ofertas eco-mitológicas. Aqui caminhamos ao lado dos mistérios primevos, das revelações ancestrais subterrâneas, narrativas ecológicas entrelaçadas, sonhos e práticas de escuta corporal que emergem das feridas pessoais e coletivas da separação moderna. Não estamos aqui para extrair significado, mas para sermos sujados e transformados pelo que ainda não conhecemos.

Porquê este trabalho?

As histórias aqui partilhadas surgem das raízes emaranhadas dos sonhos, da investigação, do luto e de um longo processo de desaprendizagem dos padrões coloniais, modernos e desencarnados que domesticaram não só as nossas terras, mas também a nossa imaginação. Nada aqui tem autoridade académica ou uma «certificação mística».

Trata-se de uma investigação contínua, situada e responsável que emerge das paisagens feridas do Norte Global, como uma tentativa de recordar o que pode significar tornar-se novamente capaz de responder, abraçar o paradoxo, chorar, cuidar e ouvir.

O que aqui encontras:

Saltar o círculo

TEMPO DE LEITURA - 4 MINUTOSSaltar o Círculo   No início desta travessia de desaprendizagem, no lento desfazer da...

Quando se lavra um campo

Quando se lavra um campo Quando se lavra um campo, por isso que se destrói toda a sua verdura e as suas flores, é bom...

E se a Consciência Arranhar?

TEMPO DE LEITURA - 10 MINUTOSE se a Consciência Arranha? Tenho tido muitas saudades do Cedro-Catedral. A sua morte...

Remembramos a poli-poética e ecologia de quem somos.
Responsavelmente abrimos espaço nas nossas narrativas internas para abraçarmos as histórias e os sonhos do mundo, os antigos e os emergentes.

Sofia Batalha

Fundadora

Susana Cravo - Fundadora Kutsaka

O trabalho da Sofia é único e essencial para os tempos que vivemos. A Sofia é para mim a única em Portugal e das poucas dos Autores que sigo, que com muita sabedoria, nos ajuda a resgatar e “mapear” património esquecido, negligenciado e mutilado.
Reconheço-lhe ainda a coragem para este sacro-ofício, que não é glamoroso nem atrativo, quer para a indústria do desenvolvimento pessoal, quer para a cultura de progresso e “bem-estar.
Que possamos continuar a contar com o precioso contributo dela, que nos ajuda a navegar com maior entrega e robustez pela complexidade e turbulência.

Jacqueline Kurios, PhD

Sofia convida-nos, a nós modernos, a reconsiderar a nossa relação com a paisagem viva. O convite é um gesto profundo de recuperação da alma, pois as ideologias de negação subjacentes à modernidade não dão crédito a tais histórias; não há visão, afeto ou possibilidade de participação com o mundo não humano ou com as dimensões espirituais que unem todos os mundos. As nossas almas anseiam por percorrer conscientemente as intrincadas teias de relações intersubjectivas que tecem a coerência a partir do caos, enquanto à nossa volta lateja uma ânsia mútua de atenção e vivacidade. Estas histórias estão enraizadas aqui.

Ana Alpande

Encontrei nestas páginas o elixir da velha, que abre a visão aos mistérios da vida e do território, relembrando, apesar dos séculos de esquecimento, que somos teia viva: relacional, orgânica, química, mítica e biológica. Confesso que a minha alma tem sede destas leituras disruptoras, que estimulam os circuitos neurais a viagens mais inclusivas e cumpridoras das várias inteligências que temos, tantas delas preciosamente mais-que-humanas.

Fabrice DuBosc - Psicanalista, Autor. Itália

Sofia Batalha escreve com uma dor tão urgente, furiosa e terna pelo estado do planeta, compostando e transmutando velhas cartografias onde os monstros híbridos fazem sentido. A autora reelabora o mito para traçar caminhos metabólicos sensuais de solidariedade na incerteza da nossa situação. A sua solidariedade sensorial com as convulsões da Terra e a metacrise das capacidades humanas é um contributo precioso para o Santuário de narrativas emergentes que podem oferecer sabedoria e culturas alargadas às gerações futuras no fim do mundo tal como o conhecemos. Um santuário de parentesco transcontextual – em sintonia fina com a pluralidade animada da narração de histórias.

Karmit Even Zur

Sofia Batalha lembra-nos, da forma mais visceral, que ser humano é um ato participativo contínuo de pensar-sentir no lugar.
As palavras de Sofia fluem com a facilidade de um riacho borbulhante e tornam agradável o passeio ao longo dos muitos pontos de vista e perspectivas que oferece nesta viagem ao tecido da psique ibérica ocidental; dou por mim a tornar-me parte animal, parte deus, parte rocha, à medida que nos movemos através destes territórios psicofísicos.

Melinda Reidinger - Ph.D., The White Deer: Ecospirituality and the Mythic (RITONA, 2023). EUA

A prosa é poesia; a poesia é filosofia; a investigação é oração (e vice-versa) – e todo o “livro-amuleto” é um encantamento que nos convida a recordar o que perdemos e o que ainda podemos encontrar quando suavizamos as nossas identidades na terra, na água e no céu. Batalha recorda-nos que a nossa psique é fractal e que a imanência se encontra nos verbos – que desdobram incessantemente as suas acções numa profusão complexa – e convida-nos a regressar a um mundo que sempre foi nosso e no qual podemos participar na dança.

Daniela Kato - Ph.D.

Uma viagem maravilhosa num tempo profundo e não linear através dos mitos, contos, histórias e forças elementares que moldaram as paisagens ibéricas. Meticulosamente investigado e primorosamente escrito, é uma leitura simultaneamente reconfortante e inquietante que transformará para sempre a nossa perceção de quem somos e onde estamos enraizados enquanto comunidade multiespécie.

Samuel F. Pimenta - Escritor e Activista

Já o fiz noutras ocasiões e gostaria de o reforçar: o trabalho que a Sofia Batalha desenvolve é das coisas mais valiosas com que me cruzei nos últimos anos, partindo do que há de mais ancestral na cultura portuguesa, colocando-o em diálogo com outros pensadores e pensadoras internacionais e dando pistas de como criarmos alternativas ao sistema necro-capitalista que se impôs sobre nós. Para mim, é das pensadoras portuguesas fundamentais deste tempo em que vivemos, pela coragem das perguntas que faz e pela interseccionalidade com que aborda todas as questões que levanta. Mas deixo o aviso: se vão à procura do pensamento racional cartesiano – que apesar de ter o seu lugar, se tornou tão dominante que nos sufoca -, não é isso que vão encontrar. A proposta da Sofia é outra. E ela faz jus ao nome que tem.

Pegi Eyers - Ancient Spirit Rising: Reclaiming Your Roots & Restoring Earth Community, Canadá

Recuperar o nosso eco-self é o trabalho mais importante do nosso tempo, e libertarmo-nos da psique moderna dissociada é essencial. Com a sua prosa brilhante, a sua erudição e a sua mitopoética, Sofia Batalha tem sido um dos nossos principais guias neste processo.

Sofia descreve a amnésia e a disfunção da colonialidade em grande pormenor e, ao colocar em primeiro plano as histórias e paisagens sagradas de Portugal, descobre os “frágeis fragmentos remanescentes de uma psique europeia responsável e recíproca”. Em síntese com formas antigas de conhecimento e metodologias indígenas em todo o mundo, Sofia introduz modalidades novas/antigas para viver, tais como a “fenda da psykhē mítica”, a “emergência do corpo presente” e o “portal da terra sagrada”.

Patrícia Rosa-Mendes - A Espera da Loba, A Menopausa como Portal Iniciatório.

Vivemos numa era de perda incomensurável, a tantos níveis; uma era em que a Vida está profundamente ameaçada na sua diversidade. Todos os que habitam esta Terra-Casa, todos os seres, em todos os reinos, nas suas miríades de formas, estão subitamente tão frágeis, ameaçados pela doença que tem vindo a infetar os seres humanos, cegando-os com arrogância e ignorância. Os contornos desta era são míticos e as suas consequências são épicas. Sofia desperta-nos para este mistério que nos tem passado despercebido, mas que nos é tão familiar. Uma história nunca é apenas uma história, e uma paisagem não é uma paisagem de todo. Aprender com a Sofia é descer à terra e ganhar outra perspetiva; olhar para dentro e encontrar o cosmos; desdobrar-se, expandir-se, espalhar-se e entregar-se à Vida.

Este é um convite para que a mente racional não cale as profundezas da Alma. Precisamos de compromisso, dignidade e coragem para o aceitar, especialmente quando a razão se mete no caminho do que acredita estar certo ou que deve ser feito.
É necessário escolher o lado “errado” da encruzilhada, transgredir e ir no sentido oposto, pois de outra forma não encontramos o fio, a memória ou a melodia da Alma Ecológica e da Psique Mítica.

Sofia Batalha

Fundadora

Partilho as fertilizações entre mitologia, psicologia e ecologia.
(Re)Encontramos quem somos nos limiares.