Da escrita que sabe ou da escrita que procura

A que não sabe o caminho

A que tateia

A que se perde

Esquece

 

Ou talvez, nunca tenha sabido

Da escrita migrante

Em procissão

Em gesto 

Em queda

 

A escrita que de tão transparente se torna opaca

Das palavras que encontram caminho sozinhas

Mesmo em rabisco inacabado

Será um a ou um o?

Traços imperfeitos

 

Da escrita que falha

Porque não sabe para onde vai

Das palavras que se esfarelam

Que se esfumam

 

Perdem sentido

Ganham sentidos

 

Mas que ainda assim

Riscos e volutas que encontram

Que ligam

Mesmo riscados

Editados

Apagados

 

Da escrita que sustem

E co-cria mundos

 

🌳 Vários livros de diversos territórios, lugares de resgate da polimorfa Imanência. 

Peregrinações caleidoscópicas em profundidade, às raízes da identidade moderna, em todos os seus preconceitos, intrínseca violência e absurdas limitações. Diferentes jornadas de amor pela poesia da complexidade, da diversidade e da metamorfose. Tecelagens de histórias vivas que nos recordam do que esquecemos, da sacralidade do chão e da Vida. Complementos ao vício da transcendência, em rigor e responsabilidade.