Umbilicar

E se o umbigo não fosse centro

Mas ponte de revolução relacional

Remembrando o vínculo antes da aparente separação

O elo por onde te nutriram

Através do qual te fizeste em ecologia partilhada

Em fecundidade funda

~

E se o umbigo não te centralizasse

O golpe do cordão pulsante não te separasse

Em lesões autónomas ou individualistas

~

E se o umbigo te trouxesse aqui

Em escuta visceral apesar da sensação de estares sozinho

Para saboreares a diversidade da qual fazes parte

Para tocares outros cordões pulsantes

E se revolver a relação implicar o ventre suave?

~

O verbo do ventre

Umbilicar

Acorda a relação antiga

Umbiliquemo-nos

Aos corpos-lugar

Aos corpos celestes

Aos corpos de água

Aos corpos arbóreos

Aos corpos animais

Umbiliquemo-nos ao chão que sempre alimentamos em conjunto.

🌳 Vários livros de diversos territórios, lugares de resgate da polimorfa Imanência. 

Peregrinações caleidoscópicas em profundidade, às raízes da identidade moderna, em todos os seus preconceitos, intrínseca violência e absurdas limitações. Diferentes jornadas de amor pela poesia da complexidade, da diversidade e da metamorfose. Tecelagens de histórias vivas que nos recordam do que esquecemos, da sacralidade do chão e da Vida. Complementos ao vício da transcendência, em rigor e responsabilidade.