
Toma-lhe o Pulso
Toma-lhe o pulso
Sente-lhe o ritmo
Como se demora e arranha
Tanto grita como se aninha
Toma-lhe o pulso
Sente como arfa e suspira
Como atravessa as eras e o silêncio
Toca a pele que arrepia
Escuta os murmúrios escondidos
E as histórias silenciadas
Escava
Rasga
Perde-te
Sonha
Toma-lhe o pulso
Pelos ritos esquecidos
No que ainda quer ser dito
Por tudo o que urge em ser escrito
Em uivos
E cantos
Palavra a palavra
Pulsação a pulsação
Entre a imaginação e o esquecimento
Porque escrever é como cuidar do orvalho













