Toma-lhe o Pulso

 

Toma-lhe o pulso
Sente-lhe o ritmo
Como se demora e arranha
Tanto grita como se aninha

Toma-lhe o pulso
Sente como arfa e suspira
Como atravessa as eras e o silêncio

Toca a pele que arrepia
Escuta os murmúrios escondidos
E as histórias silenciadas

Escava
Rasga
Perde-te
Sonha

Toma-lhe o pulso
Pelos ritos esquecidos
No que ainda quer ser dito
Por tudo o que urge em ser escrito
Em uivos
E cantos

Palavra a palavra
Pulsação a pulsação
Entre a imaginação e o esquecimento
Porque escrever é como cuidar do orvalho

🌳 Vários livros de diversos territórios, lugares de resgate da polimorfa Imanência. 

Peregrinações caleidoscópicas em profundidade, às raízes da identidade moderna, em todos os seus preconceitos, intrínseca violência e absurdas limitações. Diferentes jornadas de amor pela poesia da complexidade, da diversidade e da metamorfose. Tecelagens de histórias vivas que nos recordam do que esquecemos, da sacralidade do chão e da Vida. Complementos ao vício da transcendência, em rigor e responsabilidade.