
Ser olhado por outros olhos
Há algo de fundo numa amizade inter-espécies
Ser olhado por outros olhos
Ser tocado por outros seres
Há algo de antigo em ser amigo de uma árvore ou de um rio
De conhecer os seus ramos e meandros
Os seus ciclos e gritos
Há algo de muito humano em suster pactos com outros não-humanos
De dignificar a sua presença, escolhas e gestos
De escutar o que nunca nos pertencerá
De observar outras sabedorias em movimento
De nos sabermos juntos
Tão diferentes quanto entrelaçados
Assim remembramos o sagrado













