Ser olhado por outros olhos

 

Há algo de fundo numa amizade inter-espécies
Ser olhado por outros olhos
Ser tocado por outros seres
Há algo de antigo em ser amigo de uma árvore ou de um rio
De conhecer os seus ramos e meandros
Os seus ciclos e gritos
Há algo de muito humano em suster pactos com outros não-humanos
De dignificar a sua presença, escolhas e gestos
De escutar o que nunca nos pertencerá
De observar outras sabedorias em movimento
De nos sabermos juntos
Tão diferentes quanto entrelaçados
Assim remembramos o sagrado

🌳 Vários livros de diversos territórios, lugares de resgate da polimorfa Imanência. 

Peregrinações caleidoscópicas em profundidade, às raízes da identidade moderna, em todos os seus preconceitos, intrínseca violência e absurdas limitações. Diferentes jornadas de amor pela poesia da complexidade, da diversidade e da metamorfose. Tecelagens de histórias vivas que nos recordam do que esquecemos, da sacralidade do chão e da Vida. Complementos ao vício da transcendência, em rigor e responsabilidade.