Fornalha da Fúria

 

Que a tua raiva não fique soterrada

Imobilizada

Silenciada

~

Que a tua fúria não se afogue em luto

Pesar

Mágoa

~

Que a tua zanga continue a escutar as injustiças do mundo

Apesar da frustração

Apatia

E irritação

~

Que a tua ira se sintonize com as múltiplas crueldades

Apesar da aspereza

Crueza

E exasperação

~

Que a tua fúria quente seja acolhida na chuva fria

Numa compaixão funda pelo teu sentir

E pelas feridas abertas do mundo

~

Que o que arde te faça cantar

Que o que arranha te faça escutar

Mais fundo

🌳 Vários livros de diversos territórios, lugares de resgate da polimorfa Imanência. 

Peregrinações caleidoscópicas em profundidade, às raízes da identidade moderna, em todos os seus preconceitos, intrínseca violência e absurdas limitações. Diferentes jornadas de amor pela poesia da complexidade, da diversidade e da metamorfose. Tecelagens de histórias vivas que nos recordam do que esquecemos, da sacralidade do chão e da Vida. Complementos ao vício da transcendência, em rigor e responsabilidade.