Cuidar,
não para prevenir, mas para viver através de

 

🌺💀 No livro do Santuário escrevi “Ao longo dos últimos anos a minha questão tem sido como podemos forjar, suster e nutrir lugares de diálogo onde nos possamos abrir às histórias do mundo, saindo da obsessão das nossas narrativas internas.”

Como podemos criar espaço para a crueza e encantamento das histórias do mundo?

Como podemos suster, em conjunto, as perguntas difíceis? 🌺

Um passo é assumir que as ligações vivas vêm do meio da vida e de todos os seus paradoxos. Assim, os princípios para a colaboração com o mundo são recolhidos nos interstícios, na encruzilhada da relação, recolhendo as migalhas e pistas que sempre aqui estiveram.

🌺 Mantendo vivos os fios relacionais, tecemos os nós da manta fundamental do CUIDAR. Não para prevenir, mas para viver através de:
👉 Caminhos lineares e claros que se movem por paisagens selvagens e imprevisíveis onde inevitavelmente tropeçamos e caímos;
👉 Tempo metamorfo em constante mudança a diferentes velocidades, ritmos e ciclos;
👉 Tensões de tradução entre o local e o global;
👉 Dinâmicas de realidades íntimas não partilhadas;
👉 Suposições e expectativas, que toldam a visão e relação;
👉 Desconforto de manter lugares ternos abertos às múltiplas relações.

🌳 Estes vários livros são como vários territórios, lugares diferentes de resgate da polimorfa Imanência. 

Peregrinações caleidoscópicas em profundidade, às raízes da identidade moderna, em todos os seus preconceitos, intrínseca violência e absurdas limitações. Diferentes jornadas de amor pela poesia da complexidade, da diversidade e da metamorfose. Tecelagens de histórias vivas que nos recordam do que esquecemos, da sacralidade do chão e da Vida. Complementos ao vício da transcendência, em rigor e responsabilidade.