Sofia Batalha, a autora

Coleção Casa Simbólica

Uma Casa Feliz

Curso Feng Shui Lunar

O termo «arquétipo» tem as suas origens no grego antigo. As palavras na raiz são archein, que significa «original ou antigo» e typum, que significa «padrão, modelo ou tipo». O significado combinado é um padrão original ou primitivo, a partir do qual todas as pessoas, objectos ou conceitos são derivados, copiados ou espelhados. Os arquétipos representam motivos humanos fundamentais da experiência à medida que evoluímos; consequencialmente, evocam emoções profundas. São imagens da origem, da fonte.

Segundo a abordagem feminina do feng shui, existem oito arquétipos que representam o tempo e o espaço na casa e na vida. Cada um com as suas virtudes e desafios, alegrias e tristezas, vontades e bloqueios.

 

As mulheres têm muitas facetas: filha, profissional, amante ou mãe, para falar apenas de algumas. Podem rever-se em vários dos seguintes arquétipos ou ter aspectos carregados de algum em particular.

 

Os arquétipos que vão ressoando também podem mudar consoante a fase de vida em que se encontram.

Ao tomarmos consciência e incorporarmos o arquétipo que estamos a viver disponibilizamo-nos a evoluir e a transcender os defeitos e as falhas, ouvindo e canalizando energia para adaptar, fluir e evoluir em consonância com os desafios da fase em que no encontramos.

Existem quatro arquétipos de sombra, cuja energia é essencialmente focada no interior (Anciã, Xamã, Feiticeira e Guerreira), e quatro arquétipos de luz, cuja energia é essencialmente focada no exterior (Virgem, Donzela, Imperatriz e Mãe).

Nenhuma fase, luz ou sombra, é melhor que outra, são todas válidas e necessárias e todos estes arquétipos, em conjunto, completam as várias facetas da mulher. Se, na fase da escuridão ou da sombra, o que está privilegiado é a relação pessoal connosco próprias, conhecendo e mergulhando nas profundezas, a fase da luz representa o momento de expressão no mundo, de nos manifestarmos lá fora, com e para outros.

Estes oito arquétipos podem também ser divididos em quatro categorias:

  • As mulheres que dão estrutura ao mundo — procuram estabilidade e estrutura, através do serviço, mas também da inovação ou do controlo. A Anciã e a Feiticeira são exemplos desta força.
  • As mulheres que deixam marca no mundo — procuram desafios e sucesso, através de resultados, mestria, poder ou libertação. A Guerreira e a Imperatriz são exemplos desta força.
  • As mulheres que procuram o paraíso — procuram independência e liberdade, através de aprendizagem, segurança ou compreensão. A Virgem e a Xamã são exemplos desta força.
  • As mulheres que fazem a ligação aos outros — procuram conexão e sentido de pertença, através das pessoas, da satisfação e da intimidade. A Mãe e a Donzela são exemplos desta força.

Abraçar as oito cambiantes arquetípicas é fundamental para nos sentirmos unas e completas. É também mais honesto, pois todas estas expressões somos nós e representam-nos.

Texto adaptado do livro, Uma Casa Feliz, de Sofia Batalha