Sofia Batalha, a autora

Coleção Casa Simbólica

Uma Casa Feliz

Curso Feng Shui Lunar

Características da Casa da Xamã
  • Arquétipo de Sombra – Relaciona-se com o mundo interno, com um momento mais introspetivo e profundo.

  • Mulher que procura o paraíso –  Procuram independência e liberdade, através de aprendizagem, segurança ou compreensão.

  • A casa é – Antiga, herdada ou de família.

  • O tema desta casa é – O conhecimento, a contemplação, a sabedoria, a mudança.

  • Deusa associada – Héstia, ermita.

  • Cristal – Cornalina ou malaquite.

  • Ponto cardeal – Nordeste.

Arquétipo e Casa da Xamã

Em termos de fase de vida de uma mulher, este arquétipo alinha-se com o final da menstruação e as memórias da primeira infância. A Xamã traz ainda os valores da intuição e introspecção da Anciã, mas é mais jovem. A sua sabedoria não é ainda experiencial.

Tem a capacidade de comunicar entre mundos, havendo uma relação energética com o passado, mas este seu dom pode ser-lhe pesado, tornando o seu presente denso e inseguro.

Neste arquétipo, a força do passado é tremenda, densa e pesada. O passado pode ser tão pesado que o mantém num perpétuo estado imaturo e infantil, sem liberdade e inseguro nas decisões.

Se a Xamã não se permitir libertar e renovar as suas fundações através da sua sabedoria natural, pode ficar presa, sentindo-se vítima do seu passado familiar.

É comum as pessoas com este arquétipo muito activo procurarem algo que não sabem o que é, procuram métodos, conceitos e significados, mas não reconhecem a sua própria sabedoria. E muitas vezes põem muito pouco em prática do que sabem. Os significados profundos que dão estrutura à Anciã estão aqui a ser procurados. A Xamã precisa de se sentir segura e compreender, no sentido mais profundo da palavra, para conseguir integrar-se e avançar.

 

A casa da Xamã — A casa herdada

A casa da Xamã é uma casa de família ou uma casa antiga. Pode ser uma casa herdada ou cedida por familiares, onde muita mobília é antiga e pertenceu a outras pessoas. É comum haver pilhas de coisas, revistas, roupas, simplesmente porque há coisas a mais e a maioria não lhe pertence realmente. Como não lhe pertence, pode ser difícil libertar ou deixar ir, facilmente se deixando arrastar pelo peso.

Há uma luta interna na casa e no arquétipo entre lidar com o passado e permitir estar no presente para criar o futuro.

É ainda uma casa algo solitária, onde a habitante, mesmo que partilhe o seu espaço com outras pessoas, se pode sentir confinada ou presa. Fechada em algo muito maior do que ela própria.

Para que a Xamã tenha espaço para aceder a si, é essencial libertar o que não serve, principalmente o que não é seu! Precisa de uma casa prática e simples que lhe traga os pés à terra. Precisa de reclamar o seu espaço de forma segura, que a casa seja realmente o seu paraíso e não apenas um eco do passado.

Tornar a casa mais leve, evitando cores escuras ou mobílias pesadas é um óptimo começo.

Texto adaptado do livro, Uma Casa Feliz, de Sofia Batalha