Sofia Batalha, a autora

Coleção Casa Simbólica

Uma Casa Feliz

Curso Feng Shui Lunar

Características da Casa da Anciã
  • Arquétipo de Sombra – Relaciona-se com o mundo interno, com um momento mais introspetivo e profundo.

  • Mulher que dá estrutura ao mundo procura estabilidade e estrutura, através do serviço, mas também da inovação ou do controlo.

  • A Casa é – Gruta.

  • O tema desta casa é –  o caminho de vida e a viagem individual.

  • Deusa associada – Hecate, Lilith.

  • Cristal Obsidiana.

  • Ponto Cardeal – Norte.

Arquétipo e Casa da Anciã

Em termos de fase de vida de uma mulher, este arquétipo alinha-se com os momentos da menstruação ou da menopausa. Momentos de introspecção e intuição, onde a mulher está, ou precisa de estar, focada em si própria. 

Neste arquétipo, as mulheres estão abertas a mensagens da alma sobre o seu caminho espiritual e do que é preciso para atingir a plenitude.

É um tempo de limpeza, à medida que se liberta o sangue através da menstruação. Podem limpar-se pensamentos, crenças ou hábitos que já não servem. Este arquétipo pode trazer alguma sensação de destruição, uma vez que tudo aquilo que não é preciso pode ser retirado, quer se esteja pronta ou não.

A sociedade actual evita a vivência deste arquétipo, mantendo tudo à superfície, escusando-se à profundidade da alma. Quando as mulheres entram na menopausa, facilmente são consideradas velhas chatas e nada da sua experiência ou conhecimento de vida é tido em conta ou validado pela família ou sociedade.

Ancestralmente, as anciãs eram as guardiãs dos rituais de nascimento e morte, fosse na família, tribo ou clã. Viviam num contexto onde podiam manifestar e partilhar a sua experiência de vida e a sua sabedoria interior. Eram tidas em conta e validadas pelo seu conhecimento e experiência. Os seus dons oraculares e proféticos eram muito importantes para a comunidade. Tinham um poder, um reconhecimento, que hoje perderam, de tal forma que estão desencontradas da sua fonte essencial.

 

A casa da Anciã — A gruta

A casa da Anciã é a gruta, uma casa que pode ser escura, não necessariamente considerada arrumada segundo os padrões de hoje em dia. Pode ser literalmente uma cave com janelas pequenas. É possível que tenha plantas no seu interior e muitos objectos plenos de significado e simbologia, apenas percecionados pela residente. É uma casa cheia de vivências, tristezas e sabedoria.

Para além da estética algo cheia ou desalinhada, a gruta respira significado e presença. Os móveis podem ser antigos e cheios de memórias. Apesar do aspecto meio caótico, a Anciã controla o seu espaço, sabendo onde está tudo.

Na casa-gruta não entra muita gente e ela pode sair pouco. Normalmente, a Anciã vive sozinha, e prefere a simplicidade da solidão do que a confusão de grandes grupos. No entanto, está ao serviço de quem a chama ou quem dela precisa. Pode ter um ou outro animal de estimação que trata com carinho.

O desafio desta casa é não a encher em demasia, deixar-lhe espaço vazio e abrir as janelas, para arejar e iluminar.

 

Texto adaptado do livro, Uma Casa Feliz, de Sofia Batalha