Tradicionalmente na sociedade em que vivemos, assim como em muitas outras, as mulheres tratam do espaço e tempo da casa, com tudo o que em volta dela orbita, seja família, alimentação, saúde, dormir, limpeza, etc…
No geral somos nós quem sabemos os cantos à casa, somos nós quem dedicamos mais tempo ao nosso ninho, limpando-o, embelezando-o, mantendo-o.

Nós mulheres somos especialistas em criar espaço sagrado à nossa volta, quer tenhamos essa consciência quer não. Este facto é vagamente reconhecido com que se diz, que uma casa não é uma casa até que tenha um toque feminino!

Na sociedade ocidental as mulheres são encorajadas a criar este espaço sagrado em função dos outros, família, marido ou filhos, em vez de para si próprias. Mas uma nova consciência do sagrado trás muitas mulheres de volta ao desejo reprimido de recriar em casa um ambiente mais profundo e simbólico.

O costume cristão de colocar em casa santos, crucifixos, ícones religiosos e outras imagens sagradas foi originalmente adaptado de rituais pagãos femininos de adoração em casa.
O centro da casa, representado pelo fogo, foi outrora considerado um espaço sagrado da mãe do clã, um local onde o seu coração e amor era transmutado a favor de todos os residentes. As mulheres da era pré cristã decoravam a casa com talismãs, amuletos, símbolos da alma, objetos de divinação e decorações sazonais como flores da primavera ou pinhas no inverno.

Conseguimos recriar estes costumes antigos, que nos enraízam física e espiritualmente ao espaço onde habitamos, estabelecendo uma casa que sirva não só para ser vivida, visitada e apreciada por outros, mas criando um ambiente pessoal, como um pequeno altar ou templo dentro da casa. Pode ser tão simples como uma prateleira.
O coração da dona da casa, o seu de fogão de alimento e calor, é o significado original da palavra altar. O altar é um foco, um centro, uma escolha de contemplação e materialização.

É importante, além de manter o espaço para a família, criar um espaço pessoal de forma a tomarmos contacto com as nossas escolhas, praticando os nossos próprios rituais, reconhecendo as nossas prioridades.

Faz, por isso, todo o sentido a incorporação do conhecimento do Feng Shui Feminino® no nosso dia a dia, de forma a que possamos recriar o nosso espaço privado de acordo com os nossos dons, desejos e espírito.

texto parcialmente inspirado em Women’s Rituals, Barbara G. Walker

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