Há quem sinta que o feng shui não lhe faz sentido por diversas razões tais como o não gostar de arrumar ou sequer de estar em casa, o ver a casa como algo separado da sua identidade ou que o feng shui é um conjunto de regras abstractas que mandam por moedas chinesas ou fontes pelas casa. Há quem sinta que o feng shui é uma disciplina demasiado rígida na sua aplicação e alheada da realidade dos habitantes reais.
No entanto a experiência diária do feng shui transcende as paredes da nossa casa. A sua actividade não se extingue (e não necessariamente que se baseia apenas) na melhor localização da cama, na manutenção do fogão limpo ou sequer na arrumação da casa. O que é ou não “bom feng shui” é algo muito individual na realidade. Relaciona-se sim com viver melhor e em consciência do que expressamos e projectamos no nosso espaço privado.
Esta arte ancestral faz parte de uma cosmologia completa que trás uma visão mais abrangente, unificadora e completa da realidade.
O feng shui resgata uma nova forma de olhar e viver a realidade muito para além das fronteiras da casa, fala-nos de uma interligação emocional e mental com o espaço habitado, assim como de uma realidade cíclica, dinâmica e onde o tempo e o espaço fazem parte da mesma dimensão. Não se relaciona apenas com orientações cardeais ou só com a estrutura física das nossas casas.
Esta ferramenta milenar tem vindo a evoluir a vários níveis e, na sua aplicação ocidental e simbólica, actua principalmente sobre o bem estar de cada um dos habitantes, na sua transformação, evolução e cura. Seja a nível corporal, emocional, mental, energético ou espiritual.
O feng shui é realmente um modo de vida holístico e completo, onde a casa onde habitamos é um agente individual activador e equilibrado na vida de cada um de nós, uma ferramenta de desenvolvimento pessoal, uma forma de ler a vida e agir sobre ela buscando a harmonia e a cura.