(Aluna FSFeminino)
Poderosa, intuitiva, incorpora o Fs Feminino como ferramenta para ir mais além.

O que te fez interessar por Feng Shui?
Ouvi falar de Feng Shui, pela primeira vez, por volta de 1993. Como a maioria das pessoas, fiquei com a noção que Feng Shui era um estudo orientado apenas para a decoração da casa e pouco mais do que uma ferramenta de aconselhamento (a direcção correta de colocar a cama; o uso das cores; o desaconselhamento de espelhos no Hall, especialmente virados para a porta da entrada; etc…).
Com a minha formação académica e experiência profissional, em Design de Interiores, todos os dias fui convidada a entrar em espaços íntimos de pessoas que mal conhecia. A consequência foi sentir o peso da responsabilidade; sentir a necessidade de tomar consciência do significado – e consequência – da minha intervenção nesses espaços; sentir, sobretudo, necessidade de procurar bases que desenvolvessem uma sabedoria para interpretar o que sentia e não via.
Um dos maiores desafios, como decoradora, foi a concepção e realização de quartos para crianças. Elas não têm uma forma pragmática de verbalizar o que necessitam no seu espaço, em termos de gostos e personalidade. Entrar nos mundos e as rotinas delas, foi um dos ‘cliques’ que despertou o meu interesse e a minha procura dessas bases. Com as crianças a minha intuição foi-se desenvolvendo e começou a ir ao encontro da minha simbologia.
Quando frequentei o Workshop da Serpente da Lua, estava longe de perceber o enorme impacto que teve – e tem – na minha vida. Com esta nova perspectiva, pela sua forma tão Sagrada e Divina, tudo à minha volta começou a ganhar um outro sentido: totalmente novo e surpreendente. Foi, e é, um processo longo; sem fim. A base é uma constante dissolução de antigos e falsos dogmas para voltar a enraizar e estruturar no que, de facto, é real e com sentido. Foi um enorme privilégio ter frequentado várias Palestras da Sofia e um Workshop de Feng Shui Feminino (2011). Acreditem: é uma espécie de varinha mágica que, quando nos toca, transforma-nos!

Como foste seguindo os passos da formação? O que te fez sentido e o que não?
Praticamente tudo o que aprendi foi fazendo sentido. Dei, e dou, por mim, tantas vezes a dizer: “Ahh! Então é isto que a Sofia quer dizer…”. Todos os passos da formação foram importantes na minha aprendizagem; os meus passos são curtos mas, de certa forma,  perseverantes.
Se tiver de nomear o que, pessoalmente, deu mais frutos, foi, de facto, a aprendizagem da observação. Observar a Natureza – e aplicá-la em casa – é uma das ferramentas, de grande poder, que utilizo todos os dias. É mesmo um desafio diário: ajuda-me a focar no que é importante para mim.
Outra coisa fundamental na formação foi aprender a ver, e aceitar, que cada um de nós é único: cada um tem a sua matriz, como na natureza; cada um tem o seu canal, com a sua própria simbologia. Colocar isto em prática tem-me conduzido a uma maior maturidade e a uma profunda comunicação comigo ee por consequência com os outros. Aprender as funcionalidades do tempo e do espaço também tem sido uma ferramenta excelente que exige disciplina, perseverança, muita tranquilidade e confiança da minha parte.
A observação da lua, a observação do meu ciclo menstrual e o registo diário dos lunários (embora  confesse que não os  preencha todos os dias), funcionam, para mim, como uma espécie de guia – são outras ferramentas adquiridas no WS e que são poderosos antídotos para a dispersão.

De que forma mudou a tua vida?
O Feng Shui proporcionou-me muitas mudanças; tantas que, inclusive, incentivaram a mudança do meu próprio rumo. Aplico-o diariamente, em tudo. Criar uma simbologia pessoal foi vital nesta transmutação. Primeiro na tomada de consciência; ao sentirmos tudo mais profundamente, com sentido. Tornei-me mais objectiva; assertiva; não me perco tanto em pormenores; percepciono o mundo à minha volta de um modo mais integral, como se de uma espécie de ‘Big Picture’ se tratasse. Não é muito fácil explicar por palavras. Depois, ajuda-me na tomada de decisões (mesmo as mais difíceis); com as ferramentas adquiridas no WS, as decisões que tenho de tomar tornaram-se mais leves e fluídas. Um exemplo disso é a facilidade em libertar-me de inutilidades e tralhas em casa. É mesmo uma enorme ajuda, aplica-se em tudo: no trabalho, numa simples ida à mercearia, nos relacionamentos, na vida. Hoje, de uma forma natural, faz parte de mim.

Queres partilhar alguma história sobre a aplicação do Feng shui na tua vida? O que resultou, o que não resultou?
Pela minha experiência, tudo  o que fazemos  na casa, com ou sem intenção,  tem a sua  consequência. Quanto maior a clareza da intenção, e a sua direcção, maior é a consequência exacta do que se pretende. Ainda assim dou por mim, tantas e tantas vezes, numa espécie de aplicação do método empírico: tentativa, erro; tentativa, solução.
Um episódio que me marcou foi quando, num determinado momento da vida, senti necessidade de protecção e de me resguardar mais do exterior. Estava fragilizada com tanta mudança, penso que todos nós já tivemos essa experiência. Escolhi  então um objecto que, para mim, tinha o significado de protecção. Feliz da vida, coloquei-o na área 9, área equivalente à zona social da casa, por assim dizer. Foi um desastre! Ainda me senti mais atacada e mais estraçalhada. Cheguei a casa e percebi que o meu objecto era cortante e estava em pé. Decidi  deitá-lo e mudei-lo para uma área mais pessoal, mais intima, ora pois! Era de protecção que eu precisava, não de desafiar mais o exterior. Até ao dia de hoje esta mudança funcionou.
A criação de altares, com a minha simbologia, é outra ferramenta adquirida que não dispenso. Ajuda-me a estar enraizada no propósito, a manter a frequência energética elevada. Outra coisa que ajuda sempre, é o tão famoso ‘destralhar’ (esta é uma espécie de  fórmula mágica para mim): desenvolver a capacidade de decisão, entre o que é fundamental e o que é supérfluo. É uma ‘ferramenta-tesouro’, que funciona sempre.

Queres deixar algumas palavras para quem se interesse por Feng Shui?
Bom… com tanto que já partilhei, imagino que se entende que: aconselho a todos, sem excepção! É mesmo uma ferramenta, de muito poder, que funciona. Para terminar, registo aqui, uma frase que se tornou num dos meus mantras diários:
“O extremo poder dos símbolos reside em que eles, além de concentrarem maior energia que o espectáculo difuso do acontecimento real, possuem a força expansiva suficiente para captar tão vasto espaço da realidade que o significado a extrair deles ganha a riqueza múltipla e multiplicadora da ambiguidade. Mover-se nos terrenos dos símbolos, com a devida atenção à subtileza e a certo rigor que pertence à imaginação de qualidade alta, é o que distingue o grande intérprete do pequeno movimentador de correntes de ar.”
~Helberto Hélder:

Das formações da Serpente da Lua® que participaste qual a que te fez mais sentido? Porquê?
Frequentei um Workshop do Feng Shui Feminino e várias Palestras. Em todas as formações aprendi, em todas as partilhas foram plenas de sentido, sem excepção. É um enorme privilégio tê-las frequentado – acreditem: é mesmo uma espécie de varinha mágica que, quando nos toca, transforma-nos!

O que tens incorporado na tua prática pessoal e profissional? (desenho emocional da casa, conceito de espaço emocional, simbologia pessoal, ciclos lunares ou femininos…).
Deixo-te um apêndice fotográfico com registo de altares simples de gratidão, abundância, Amor e perseverança. E alguns lunários mais recentes.

 

Serpente da lua SL SLII