Antes de aprofundar o método intuitivo, é importante referir que as duas escolas clássicas e tradicionais, a escola da forma e da bússola, partem da premissa que os habitantes são directamente influenciados pelo espaço onde vivem, pelo seu fluxo, pela sua estrutura e implantação. Facilmente podem apontar o dedo à casa e dizer “Ah, tudo corre mal na minha vida e a culpa é da minha casa!”.

No método intuitivo ocidental e contemporâneo, baseado na simbologia da escola do chapéu negro, há uma grande diferença a este nível, pois nesta abordagem a influência é bidireccional.

O método intuitivo diz que claro que o espaço influencia pessoa, mas a pessoa também influencia o espaço. Portanto, se pensarmos num edifício com todos os andares orientados na mesma direcção cardeal, se entrarmos em cada uma das casas, elas vão ser todas diferentes. A experiência pessoal de cada uma das pessoas vai estar expressa na vivência do seu espaço, a forma como o usam, o que escolhem para compor sua sala, onde têm o quarto, como dormem, o que lá têm em termos de decoração e simbologia, se usam ou não a cozinha. O que não quer dizer que não haja situações semelhantes devido à mesma orientação cardeal.

adaptado de Colecção Casa Simbólica, Volume 1, Sofia Batalha