Supõe-se que o Carnaval tem origens muito antigas, sendo composto de festejos ligados aos ciclos da terra, especificamente ao ressurgimento da natureza com a chegada da primavera. Mais tarde com o cristianismo, antecede o período de jejum da Páscoa, pelo que a folia redobrou, como forma de viver ao máximo antes da época de calma e reflexão seguinte.
As máscaras são usadas no carnaval como forma de expressão criativa de quem as usa. Por outro lado sugerem uma certa libertação do “eu” usual.

As máscaras encontram-se por todo mundo, em enumeras culturas diferentes. Fazem parte do imaginário cosmológico, retirando o “eu” racional a quem as usa, e colocando no seu lugar alguma entidade ou capacidade especifica. Existem máscaras para rituais de fertilidade, passagens, parto, cura, morte, etc…

As máscaras têm também um lado negro, onde nos escondemos de forma a agir. Atrás de uma máscara todo o contexto se torna mais impessoal.

O conceito comum é o abandono do “eu” em prol de algo mais alargado, livre ou poderoso.

Fora do Carnaval e dos rituais específicos todos nós somos e usamos máscaras. As máscaras são a forma como nos comportamos e agimos em circunstancias e contextos diferentes, compondo as nossas diversas facetas. Tendo ou não consciência delas.

O nosso espaço mais íntimo tende a refletir todas as nossas facetas conscientes e inconscientes.
A forma como vivo a minha casa é disso testemunha.

Há casas onde entramos e nos sentimos ligados, e sentimos que conhecemos naturalmente os habitantes.
Por outro lado há habitações onde os espaço não é vivido nem sentido, pois foi criado para ser visto de fora e não para usado de dentro.

Quanto de mim tenho espelhado na minha casa? Vivo o meu espaço? Ou ele só faz sentido se outros o validarem?

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